A história da Ana

Ana é uma garota com vinte e pouco anos... me enviou um e mail a alguns meses atrás contando que passava por muitas dificuldades e precisava muito começar a trabalhar nesse ramo de acompanhante. O e-mail dela me inspirou esse aqui, mas depois de um tempo conversando com ela, entendi que muitas vezes as pessoas só precisam desabafar os seus motivos.

Ana é muitíssimo educada, educação num nível que eu admiro muito. Um tempo depois do texto publicado, fez contato novamente, e dessa vez perguntando se podia me enviar mensagem pelo whatsapp. 

Começamos uma espécie de consultoria, ela me enviava os prints do seu anúncio para eu analisar, suas fotos, seus diálogos  com cliente com a finalidade de descobrir onde estava a falha, por ela ainda não ter conseguido nenhum programa depois de algumas semanas tentando pelo site de divulgação.

Conversamos por meio de áudio, numa quinta-feira, Ana desabafava mais um pouco sobre a vida e sobre os homens, "esses homens só quer bater papo e pedir foto". "Calma", eu disse a ela, "quando algum deles realmente quiser sair, não vai ficar de blá blá blá, vai verificar sua disponibilidade, marcar um local e pronto".

 "Vai dar certo, muda sua energia", acrescentei.

Na sexta, por volta de umas sete e meia do meu horário, recebo uma das mensagens mais empolgadas que já ouvi na vida. Um tipo de empolgação que só eu entenderia. Ana conseguiu atender seu primeiro cliente!!!
Eu já ficaria feliz por ela só por isso, mas os motivos que levaram Ana ao trabalho de acompanhante são bem mais fortes do que "mera vontade". À medida que seus áudios empolgados chegavam no meu celular, a minha vontade era chorar junto com ela. Parece cena de novela mexicana, né? Mas tem um motivo.

"Eu vou poder pagar minha conta de água antes de cortar, vou poder comprar mais do que arroz e feijão".

Eu sempre digo que não interessa a ninguém a justificativa de uma mulher para usar o próprio corpo para ganhar seu dinheiro, mas conhecendo a Ana, eu compreendo um pouco mais as razões pelas quais ela precisava falar. 

Ana tem um filho pequeno para sustentar, trabalha de CLT durante o dia, mas essa renda vai quase toda para o aluguel, por isso ela tem grandes dificuldades para pagar as contas e se vira do jeito que pode. Tem uma amiga que fica de babá enquanto ela está trabalhando. A cidade dela tem entorno de 60 mil habitantes e não possui motel, ela também não pode receber clientes em casa, obviamente, então precisa se deslocar para cidade vizinha. 

É uma jovem bonita, educada, solteira e um pouco cansada de relacionamentos furados. Depois de atender seu primeiro cliente, que a fez gozar por TRÊS vezes (chupa essa manga), ela estava em êxtase, e descobriu um tipo de empoderamento que só uma garota de programa consegue entender. Fiquei feliz por Ana.

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Criei um canal lá no Youtube para facilitar a amizade, me acompanhe por lá também, está como Nina Honorato mesmo.
Becitos,
Nina

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