As aventuras do Tinder - parte I - O personal e o fusca

O ano está passando num piscar de olhos, parece que entramos em 2018 ontem e já caminhamos para novos desejos de "feliz natal, própero ano novo". 

Próspero. Essa é a palavra que mais pronunciaremos daqui a pouco, por enquanto Retrospectiva é a bola da vez.

O momento é de recordar as pessoas bacanas que entraram na minha vida, e de outras que sairam com a mesma velocidade que entraram. 

Lá por meados de junho, instalei o Tinder com o próposito de conhecer pessoas com as quais eu poderia sair, curtir um momento sem me preocupar em agradar o sujeito porque ele está me pagando. 

A vantagem de sair como garota de programa é que se tudo for ruim (o cara, o sexo, o momento), pelo menos fui paga pela hora. Não dá aquela sensação de "perdi meu tempo". 

Quando o encontro é ruim, a gente pensa "Me maquiei para isso?", e você, querido leitor homem, nem adianta me julgar. Quantas vezes você levou aquela gata gooostosa para jantar, pagou aquela conta cara no restaurante e no final da noite fez sexo com uma bonequinha de fantoche? A sensação de perda de tempo deve ser a mesma, mas olha pelo lado positivo, ganhamos mais histórias para contar!

Foi assim com o  cara Personal do Fusca. No perfil, um corpo maravilhoso, obviamente fruto do seu trabalho, uma barba bem no estilo "cortador de lenha", uma conversa bem agradável e muito educado. 

Depois de um tempo de bate-papo, me convidou para sair e beber algma coisa. Era sábado à noite na capital, eu não tinha grandes planos, então pensei, "por que não?".

Aceitei, e antes de eu dizer que o encontrava lá no barzinho, ele manda: "vou te buscar de fusca". Eu respondi: "". Mas a minha mente preconceituosa pensava: "E se esse trem quebrar no meio da rua?"

A minha prima que estava acompanhando a conversa, verbaliza meu pensamento: "Esse carro vai quebrar no meio da rua e você vai descer de salto alto para empurar".

Quando ele chegou, lá estava o barbudo cortador de lenha dentro do fusca, que no meu mundo perfeito, o carrinho poderia ser rosa, eu estaria atrás do volante e ele seria o Ken, mas na realidade, me senti num túnel do tempo. 

O carro era bem bonitinho na verdade, um estilo vintage bem conservado. Fomos papeando por todo o caminho, e na frente de um bar bem movimento, pelo qual tinha que passar para chegar até o nosso destino, o fusca morreu. 

"Esse trem vai quebrar e você vai empurrar de salto alto" - Meus pensamentos recordaram rapidamente as palavras quase proféticas da minha prima. "Filha da p", xinguei ela em pensamento e comecei a suar frio. 

O personal torceu a chave de novo, o barulho do motor reagiu, e o carro voltou a funcionar. Tudo muito rápido, porém, na minha cabeça foi tudo em câmera lenta, dado o medo de empurrar o carrinho no meio da avenida.

Chegamos até o barzinho com ele sendo super assediados pelo outros fãs de fuscas (eles tem até clube). Conversamos e bebemos por um tempo. Na volta, ele disse que precisava parar em sua casa para pegar alguma coisa, pensei de novo "tá, nasci ontem, né lenhador".

Maaas, novamente, era sábado à noite, não estava fazendo nada, nunca peguei um personal, por que não? 

O problema é que o estilo "homem das cavernas" do personal foi bem predominante também entre quatro paredes. O típico perfil "vem a nós, mas ao vosso reino nada" é aquele homem que só quer o prazer dele, não quer se dar "ao trabalho" de agradar a parceira.

Só que eu não desço no parquinho só para olhar, ou todo mundo se divertem ou ninguém brinca. Grudei nos seus cabelos (delicadamente) e o direcionei. Não sabe o caminho, amiguinho? Te ensino então! 

Foi como tirar leite de pedra, afinal, meu tesão já tinha ido embora.
Não tenho poblema de sexo no primeiro encontro, desde que eu também goze. Só que, se eu vou sair com alguém que não está me pagando para satisfaze-lo, o prazer tem que ser recíproco. 

Me deixou em casa sem susto no retorno. E quem diria que a única emoção da noite seria uma volta no fusca. 

P.S. Só para constar, se você é novo no blog, saiba que só escrevo de encontros ruins dos caras que não são meus clientes.

Beijos,
Nina


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