Nem tudo que parece é...

Uma das frases que mais escuto no meu dia a dia é: "Você não parece uma garota de programa". É para soar como elogio, eu sei, mas não é isso que acontece.

Nossa sociedade tem uma visão muito estereotipada das profissionais do sexo, ou melhor, continua com uma visão atrasada sobre isso. 

Não sei o que esperam quando vão ao meu encontro, mas com certeza não vão encontrar uma mulher com mini saia, um decotão, cabelo na cintura, silicone pulando para fora e o batom vermelho na boca.

Digo as garotas que me procuram pedindo ajuda que não é por ser uma profissional do sexo que elas tem que sair por aí vestida do jeito que trabalha, ou seja, nua. Não. Há mulheres nesse ramo hoje em dia muito diferente do perfil "periguete". 

Eu mesmo tenho no meu grupo de acompanhantes, mulheres na faixa dos trinta e cinco a quarenta anos que são profissionais como advogadas, pequenas empresárias, secretárias executivas que se mantém nas duas funções. Esqueça a menininha "vida louca" que você encontra nos anúncios. 

Não duvidem quando digo que existem mulheres bem resolvidas nessa área, e ainda bem, sinal que nossa mentalidade sobre sexo está mudando. 

Outro dia, uma moça do meu grupo, advogada atuante, esposa, mãe de uma criança na faixa dos seus cinco anos, começou sua vida como acompanhante paralelo as suas outras atividades. Com poucos meses trabalhando, recebeu uma proposta de acompanhante fixa de um empresário. Topou. Nos contou super feliz. Dias depois, ela já reclamava sobre sentir falta dos seus demais clientes.

Uma outra acompanhante desse mesmo grupo, tem um casal de filhos adolescentes e um marido, que sabe da sua profissão, demorou a aceitar, mas entendeu a diferença do que ela fazia fora e do que ele tinha em casa. Ela sai todos os dias no início da tarde e vai para uma cidade vizinha bem maior que a dela. Lá, perambula pelo shopping até que seus clientes liguem. No final do dia ela retorna para sua casa, como todo mundo normalmente faz quando termina seu trabalho.

Há outras duas solteiras, bonitas, formadas e empregadas de carteira assinada. De dia estão nas empresas e à noite trabalham como acompanhantes. 

Todas essas, escutam o mesmo discurso sobre não se parecer como uma gp. Veja bem, esse texto não é uma reclamação, isso não muda nossa vida ou nossas posturas, mas está na hora de entender que tudo está em constante mudança, a forma com que as pessoas se relacionam, as profissões e os costumes. 

Agora pensa bem se não é muito interessante você imaginar que aquela mulher séria no trabalho, que na empresa se cobre dos pés à cabeça, possa ser uma acompanhante bem pervertida em outros horários do dia? 







CONVERSATION

2 comentários:

  1. Hummmmm muito bom o texto. Despertou nossa imaginação srsrsrss! Infelizmente as pessoas não conseguem separar o que é profissional do que é pessoal. Bjsss do Prof.

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  2. Isso já me passou muito na imaginação!!!!
    Não há jeito de seguir o outro blog????

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