Aquele que mandou eu escrever um conto

Há uns dois ou três meses atrás um jovem rapaz me procurou, queria agendar um encontro comigo porque gostava muito dos meus textos aqui no blog. Quando a pessoa me avisa que é leitor do blog, faço questão de atender com o maior carinho, porque sei por quais motivos ela está me procurando, na maioria das vezes, gosta do meu conteúdo e quer me conhecer pessoalmente! Então, mesmo contrariada com a idade do rapaz que me procurou, abri uma exceção e marcamos num motel. Lá foi eu às quatro da tarde numa sexta-feira. 

Era um sujeito bem apessoado, alto, moreno e com os cabelos bonitos. Assim que entrei no quarto, ele soltou: quero que você escreva um conto de hoje comigo. - ou algo semelhante. Não pediu por favor e nem disse que gostaria, disse exatamente isso: Eu quero que você escreva.

Várias semanas se passaram, eu não escrevi e provavelmente ele pode ter achado que esqueci. Isso não aconteceu, nunca esqueço pedidos dos meus clientes, mas eu tenho três políticas no meu trabalho que sempre levo muito a sério:

A primeira é que: nunca faço um texto escrevendo mal de um cliente. Só faço isso com os peguetes (quando eles merecem). 

A segunda é que: eu nunca minto ou invento algo só para o texto ficar mais interessante. Escrevo exatamente do jeito que foi porque é assim que quero me recordar.

A terceira e última política, mas quebrando a primeira: eu não escrevo texto por obrigação. Meu blog não é um serviço de venda casada junto com o momento contratado.

Entendido?

Beijos




CONVERSATION

2 comentários:

  1. Entendido...Quem assim fala (escreve) merece todo o meu respeito

    Abraço.

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  2. Fico feliz em saber disso, pois já tive um encontro contigo, descrito aqui no Blog. Ser verdadeira ,isso eu já sabia, além de escrever incrivelmente. Saudades Linda!!! Beijos!!!

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