Um outro capítulo

No ano passado quando começava a me preparar para encerrar meu trabalho como acompanhante, já sabia que queria voltar a me relacionar romanticamente com alguém, até tentei no início de 2020, mas a aventura durou uns três ou quatro meses.

Passado mais um período, voltei ao "mercado" pronta para conhecer o próximo sortudo da vez. Adivinha? Tô procurando até agora. 😂

Procurando é uma palavra forte, não estou com toda essa disposição emocionalmente, digamos que me colocar disponível já é uma porta aberta para tantas novas possibilidades.

Na minha época de adolescente, a gente conhecia os futuros namorados na escola, nas festinhas de santos padroeiros e mais tarde, com a chegada da internet, nas salas de bate-papo.

Se eu contar para vocês quanta confusão já me meti em encontros às cegas pela internet na era de fotos por disquete... já dava mais um livro.

Eu que na adolescência não fazia planos de me casar tão jovem, casei aos 21 e quando me separei, já sabia que queria casar de novo (hahaha). 

Hoje eu percebo que existem dois tipos de casamento, aquele que você escolhe se casar por amor (ou por ilusão) e aquele que você decide se casar por responsabilidade. E se casar por uma responsabilidade como criar um filho, que foi o meu caso, tem muitas chances de durar pouco.

O casamento precisa ser uma grande parceria decidido por uma escolha amorosa, porque passar tanto tempo com alguém exige paciência e amor. Ou como diria Vinicius "eterno enquanto dure". 

Dividir a coberta na cama, o espaço no sofá, um lugar na mesa, a pipoca do filme no fim de semana, as contas do fim do mês, a pasta de dente, a decisão de quem vai levar o lixo para fora e quem vai cozinhar ou lavar a louça, o último bombom escondido no fundo da geladeira...e obviamente, os problemas! Só por isso que a gente deveria se casar, para ter uma parceria na vida e não por obrigação. 

No entanto, um fato é indiscutível, o processo de encontrar alguém é algo cansativo depois de uma certa idade, porque nossas prioridades mudam. Mudam mesmo? A gente aumenta o alcance ou diminuiu os critérios?

Tenho mais perguntas a fazer sobre relacionamentos do que respostas prontas. Nesta sessão quero dividir com vocês mais um pouco de histórias dessa nova fase.

Para contar e discutir essa empreitada comigo, convidei uma amiga que está nessa caminhada há bastante tempo também.

Lu: Uma solteira de trinta e poucos anos, Mestra em Literatura, cheia dos contatinhos, adora um romance e gente que escreve certinho. Ironicamente nos conhecemos pela internet por causa de um contatinho em comum, há mais de dez anos (comecei a fazer as contas de amizade e decidi não divulgar o quanto estamos velhas).

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